O Pedro e eu discutiamos sobre tudo e sobre nada. Sábado à tarde, uma esplanada em Lisboa, sobre o rio. Uma imperial, uns cigarros, um amigo, um dia quente no miradouro.
A Margarida era amiga do Pedro (antiga colega da escola ou do trabalho, ou de outra coisa qualquer). Apareceu, ali, com um vestido azul, largo. Era o início do Verão e todas as mulheres são bonitas no início do Verão. Ia a passar, tinha ido comprar um caderno, mas a loja não tinha os cadernos certos. Sentou-se. Tinhas curvas, a Margarida, e uma mamas cheias. Não trazia soutien, reparei logo nisso.
Discutimos, agora a três, sobre carros. Hoje preferia contar que tinhamos falado doe arte moderna, da vida, que a Margarida tinha sido profunda, mas só me lembro que ela gostava da Renault.
O Pedro recebeu um telefonema da mulher, falou, levantou-se, despediu-se, tinha que ter com ela e ir comprar fiambre; mas que era óptimo termos encontrado a Margarida porque assim deixava-nos aos dois a falar.
A dois, a conversa tornou-se entrecortada. Momentos de silêncio. De repente, o Punto até podia ser um melhor carro que um carocha dos novos, que eu não me importava (momentos antes, o tema dos carros tinha parecido importante).
“Vamos passear,” disse-me ela. À falta de melhor ideia, concordei. Fomos andando, descemos a Rua Garrett, e as coisas foram-se tornando mais leves. Falámos. Ela era de Lisboa, nasceu ali, ali vivia. Trabalhava em publicidade. Sem me aperceber, ela tinha-me levado até ao carro dela.
“Queres ir tomar chá?” Fomos tomar chá, a casa dela.
A casa dela era uma casa IKEA, algures entre a Graça e Santa Apolónia. Um segundo andar num prédio velhinho. Da sala, via-se uma nesga de rio. O vento entrava pela casa adentro, como numa casa de praia.
Sentei-me numa cadeira, mas ela apontou-me um sofá. Era ela quem mandava. Era ela quem falava. Eu sentia-me diminuido face a esta mulher que me tinha trazido para casa dela depois de me ter conhecido durante menos de uma hora. Assim, sentei-me no sofá.
“Gostas de sexo?” perguntou-me. A voz falhou-me, respondi baixinho que sim. Não pareceu muito convencida, mas disse-me que “ainda bem.” Aproximou-se. Eu estava sentado direito, ela sentou-se, joelhos no sofá, virada para mim, ao meu lado. As mamas, bem feitas, estavam à altura da minha cara.
O meu coração batia acelarado. Nervoso. Mal conhecia esta rapariga e ela queria comer-me. Ela despiu-me, primeiro tirou-me a t-shirt encarnada e depois, desapertou-me a bergilha das calças. Eu não sabia o que fazer, nem o que dizer. Queria sair dali. Eu só queria tomar chá (claro que já lhe tinha admirado o corpo, reparado no rabo, na cor das cuecas à transparência do vestido ao sol: verde-claro, já me tinha aproximado para cheirar o perfumado dos cabelos; mas não estava à espera disto). Por outro lado, queria muito fodê-la. Há tempos que não tinha uma mulher e estava farto de pornografia.
Com a mão esquerda, ela procurou a minha pila. Com o nervoso, parecia que o membro estava indeciso entre o tesão e o recolhimento. Ela perguntou-me se eu estava nervoso. “Um bocadinho,” menti, dizendo a verdade na frouxidão da voz. Ela aproximou-me mais e beijou-me. A minha pila endureceu-lhe na mão. Beijámo-nos um bocado, enquanto a mão dela me fazia festas no membro. Eu estava agora duríssimo quando ela se afastou e me deixou mexer-lhe nas mamas. Como eram boas, grandes, cheias. Ela suspirou, ao de leve.
A Margarida levantou-se, fez-me deitar no sofá (era ela quem continuava a mandar na situação). Puxou-me as calças para baixo e despiu-me completamente. Ela continuava vestida, com o seu vestido azul e sandálias. Sentou-se no chão à altura da minha virilha e pegou-me na pila com a mão direita e passou-me uma lambidela no caralho. A outra mão fazia-me cocegas nos tomates enquanto ela me masturbava.
Eu não sabia o que fazer, portanto deixei-me ficar, deitado para trás. O meu nervoso não passara. A excitação sexual apenas se juntou a ele. Quando ela me lambeu outra vez a pila, numa pequena pausa antes de continuar a masturbar-me, levantei a cabeça para olhar para ela, sorriu-me. Não era um sorriso maroto, era só um sorriso. Era bonita, a Margarida.
Continuou a masturbar-me e beijou os meus tomates, sem que a mão largasse a pila. Senti o quente da boca dela e vim-me com força. Toda a tensão, todo o stress, foi-se ali, naquele momento em que jorrava na minha barriga.
Sossego, silêncio. Durante um minuto, nenhum de nós se mexeu. Quando eu fiz o primeiro movimento, a Margarida levantou-se e trouxe-me uma toalha lavada. Enquanto eu me limpava, ela desapareceu.
Voltou a aparecer, alguns minutos depois, com um bule de chá na mão. E nua.

Margarida, com um bule de chá. Nua.